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Educação de meninas negras e pandemia: aprofundamento das desigualdades

Cartaz - a educação de meninas negras

Parceira da Sustenidos, a Geledés Instituto da Mulher Negra conduziu uma importante pesquisa sobre A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades. A apuração do documento, em forma de infográfico, está disponível para todos no site da instituição.

A pesquisa serviu de ponto de partida para o um bate-papo virtual, no dia 15 de julho de 2021, entre nossos profissionais e Suelaine Carneiro, coordenadora do programa de educação da Geledés.

Clique aqui para acessar o PPT do documento trabalhado no encontro.

Para Luciana Antonio, gerente de Parcerias e Alianças da Sustenidos, “o direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil, mas a pandemia de COVID-19 agrava um cenário já bastante comprometido. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra, demonstra que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais”.

“Para nós da Sustenidos dialogar sobre esta pesquisa nos provoca a mobilizar e realizar ações para reduzir esta desigualdade e dar visibilidade para este público que é impactado por todas as políticas públicas.

Ao nos engajarmos a esta pauta, destacamos nosso comprometimento com as pautas racial, educacional e de gênero, e nossa consonância com os ODS´s 4 e 5”, completou a gestora.

Educação de meninas negras e pandemia: aprofundamento das desigualdades

Cartaz - a educação de meninas negras

Parceira da Sustenidos, a Geledés Instituto da Mulher Negra conduziu uma importante pesquisa sobre A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades. A apuração do documento, em forma de infográfico, está disponível para todos no site da instituição.

A pesquisa serviu de ponto de partida para o um bate-papo virtual, no dia 15 de julho de 2021, entre nossos profissionais e Suelaine Carneiro, coordenadora do programa de educação da Geledés.

Clique na imagem ao lado e acesse o PPT do documento trabalhado no encontro.

Para Luciana Antonio, gerente de Parcerias e Alianças da Sustenidos, “o direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil, mas a pandemia de COVID-19 agrava um cenário já bastante comprometido. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra, demonstra que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais”.

“Para nós da Sustenidos dialogar sobre esta pesquisa nos provoca a mobilizar e realizar ações para reduzir esta desigualdade e dar visibilidade para este público que é impactado por todas as políticas públicas.

Ao nos engajarmos a esta pauta, destacamos nosso comprometimento com as pautas racial, educacional e de gênero, e nossa consonância com os ODS´s 4 e 5”, completou a gestora.

Pesquisa: Onde foi parar depois do Guri? Quem são? Qual o impacto do Guri?

Onde foi parar depois do Guri

A pesquisa Onde foi parar depois do Guri? foi realizada em 2020 mediante questionário quantitativo, orientado aos(às) ex-alunos(as) do Projeto Guri que preencheram o questionário de modo on-line, por meio de campanha nas redes sociais do Projeto Guri, FacebookInstagram e Twitter, sendo a primeira rede social a que concentrou as principais divulgações.

O questionário abordou os seguintes pontos

1 – Perfil pessoal, civil e familiar, além de permanência no Projeto e emotivo de saída;

2 – Situação atual dos(as) ex-alunos(as), prática musical, estudos e profissão;

3 – Impacto do Projeto em suas vidas;

4 – Grau de interesse dos(as) respondentes em relação aos eventos e notícias sobre o Projeto. 

amostra foi composta por 1.213 ex-alunos(as) que responderam ao questionário.

Esta pesquisa, orientada a conhecer a situação atual dos(as) ex-alunos(as) do Projeto Guri, está formada por uma amostra espontânea, em que as mulheres são maioria em relação aos homens (60,84%); as faixas etárias predominantes são dos 18 aos 21 anos (39,08%) e dos 22 aos 25 anos (28,28%); em relação aos aspectos étnico-raciais, a maioria (62,82%) se declara ser da cor branca. Quanto à constituição familiar, trata-se de ex-alunos(as) majoritariamente solteiros(as) (86,56%) e sem filhos(as) (90,35%).

Os principais cursos que os(as) ex-alunos(as) realizaram durante seu tempo de Guri são canto coral (26,19%), violão (14,58%) e violino (12,08%); cerca de 1/5 chegaram a participar de algum Grupo de Referência (21,93%), sendo o GR de Jundiaí (12,5%) a mais citadas. Em relação ao tempo de permanência, metade deles(as) (50,62%) permaneceram no Projeto três anos ou mais; e o principal motivo de saída é o atingimento da maioridade (32,88%).

Recomenda-se, assim, uma leitura cautelosa dos resultados devido ao fato da amostra ser espontânea e predominarem nela ex-alunos(as) com longa permanência no Projeto, que mantém, de certa forma, um vínculo mais estreito com o Guri.

Impacto do Guri na vida dos ex-alunos

Partindo deste perfil e com o objetivo de descobrir quais os rumos tomados por estes(as) ex-alunos(as), constata-se que a maioria deles(as) continuam tocando o instrumento aprendido no Guri (65,95%). Destaca-se a relação que existe entre a prática musical e a permanência dos(as) ex-alunos(as) no Projeto, observando-se que quanto maior é o tempo de permanência no Guri maior é a proporção de ex-alunos(as) que continuam tocando atualmente, chegando a 72% entre aqueles(as) que permaneceram no Guri por mais de três anos.

Quanto à situação atual do total de ex-alunos(as), 35,7% estudam, 20,69% trabalham e 37,26% estudam e trabalham. 55,32% têm um nível de ensino universitário, 13,6% técnico, 12,94% ainda cursam o Ensino Fundamental ou Médio e 14,59% não chegaram a cursar ensino superior. Com relação à área de atuação, destacam-se os 28,52% que trabalham ou estudam na área musical. No geral, a área de estudos mais realizada pelos(as) ex-alunos(as) é a de saúde e bem-estar entre os(as) que apenas estudam, já entre aqueles(as) que apenas trabalham ou estudam e trabalham prevalecem a área de estudos em negócios, administração e direito. Em relação à área de atuação profissional, a maioria dos(as) ex-alunos(as) possuem atuação como profissionais das ciências e das artes (44,48%).

Entre os(as) ex-alunos(as) que trabalham ou estudam e trabalham, observou que cerca de 48% deles(as) possuem renda entre 1 e 3 salários mínimos, sendo que entre aqueles(as) que dividem trabalho e estudo a parcela que recebe até 1 salário mínimo é maior do entre aqueles(as) que apenas trabalham. Isso se deve a uma questão etária, sendo que 45% de respondentes que estão nesta situação possuem menos de 21 anos, ou seja, ainda estão em fase de idade escolar obrigatória ou ainda cursando estudos em nível superior.

Ao se investigar sobre a importância dada ao Projeto e os impactos dele nas vidas dos(as) ex-alunos(as), a imensa maioria (97%) classifica que ter passado pelo Guri foi importante ou muito importante. Aqui também se observa uma correlação positiva com a permanência, em que ex-alunos(as) que ficaram mais de 3 anos matriculados(as) tem maiores taxas de consideração do projeto como muito importante e importante – 98%, enquanto que entre ex-alunos(as) com menos de seis meses, o índice cai para 78%.

Procurando aprofundar um pouco mais sobre a importância do Guri em suas vidas, analisou-se também em quais aspectos os(as) ex-alunos(as) consideram que o Projeto impactou de forma mais marcante em suas vidas. Os três principais aspectos colocados como mais impactantes foram: ajudar a ter mais confiança, ajudar nas relações sociais e ajudar na ampliação do repertório musical.

Esses dados dão sinais significativos de que a proposta de ensino coletivo (promovendo a interação e colaboração entre alunos(as)), bem como as apresentações (estimulando a confiança dos(as) alunos(as) em seus potenciais) se somam ao contato com outros estilos e ritmos de músicas (ampliando seus repertórios), na contribuição para o desenvolvimento humano daqueles(as) que tem passagem pelo Projeto Guri.

Redes sociais ex-alunos

Por fim, procurou-se observar de que forma os(as) ex-alunos(as) continuam a manter contato com o Projeto Guri. A grande maioria dos(as) respondentes (80,79%) afirmam que continuam a acompanhar os acontecimentos e notícias do Projeto Guri, sendo o principal meio de contato as redes sociais (85,82%). Na pesquisa realizada em 2020, diferente do levantamento realizado em 2018, apenas 11,53% afirmaram se manter informado sobre o Guri por meio de amigos (em 2018 foram 24,25%).

No que diz respeito à presença em eventos e ações promovidas pelo Projeto Guri, cerca de 67% dos(as) respondentes disseram que não têm o costume de frequentá-los, sendo aqueles que apreciam o Guri chegam a pouco menos de 1/3 dos pesquisados, com 32,56%. Verifica-se, ainda, que entre os(as) ex-alunos(as) que mantiveram seus vínculos com o Projeto Guri por mais tempo a possibilidade de frequentar um evento é até 2,5 vezes maior, do que em relação aos(às) ex-alunos(as) que ficaram menos de um ano.

 

A pesquisa completa está disponível aqui no site, em publicações.