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Ensino remoto: educadores do Guri retomam aproximação com jovens da F. CASA

Fundação CASA, em Campinas, aluno de violão

Divulgação/Fundação CASA

Incentivar a produção de composições musicais, o aprendizado de novos estilos e o treino de técnicas vocais são algumas das práticas que o Projeto Guri – maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – tem proporcionado aos adolescentes em atendimento socioeducativo na Fundação CASA. Entre maio e setembro, o Guri enviou mais de 1.300 atividades (treinos de voz, aulas gravadas e leituras de partituras) para cerca de 60 centros da Fundação. E agora estreita o contato com alunos e alunas por meio de aulas online, em tempo real.

Com aplicação de atividades culturais pelos servidores das equipes pedagógicas dos centros socioeducativos, alunos e alunas dos polos Chiquinha Gonzaga, na Mooca, e do Complexo Brás (como os CASAs Rio Tâmisa e Rio Paraná), entre outros centros, começaram a participar de aulas ao vivo, também chamadas de aulas síncronas, dentro da sala de informática. “É muito importante para os(as) educadores(as) ter contato direto com os alunos. Indicamos que as aulas síncronas sejam feitas a cada quinze dias. Mas, com a ótima receptividade dos alunos, temos polos que já querem fazer as atividades semanalmente”, conta Valeria Zeidan, Gerente Pedagógica da Sustenidos.

A profundidade do impacto positivo dessas aulas na vida dos jovens em medida socioeducativa vai ainda além da educação musical. “São atividades que geram uma interação difícil de ser traduzida, que valoriza os saberes e a autoestima do aluno. Eles estão vendo e ouvindo o professor e, da mesma maneira, se vendo e se ouvindo. Isso é importante para gerar interesse entre os participantes e pelo conteúdo”, completa Valeria.

O envio de atividades remotas (aulas previamente gravadas) passou de quinzenal para semanal. “Os educadores externos tinham uma rotina de contato pessoal com os(as) jovens e, com a pandemia, tudo precisou ser adaptado, com atividades enviadas de forma online e aplicadas por servidores dos centros socioeducativos. O contato com o ‘mundo de fora’ passou a ser por meio virtual”, explica Valeria. “Pensando nisso, conseguimos entender a dimensão do que representa uma aula de música chegar até lá neste momento de interrupção da vida como a conhecemos. Por meio das atividades musicais eles puderam ter acesso a um lugar de liberdade, manter contato com o que estava fora dali”, completa.

Atualmente, nas cerca de 60 unidades da Fundação CASA em que atua, o Projeto Guri oferece oficinas de coral, percussão e cordas dedilhadas – adaptadas ao ensino a distância, seja com o envio de exercícios ou aulas síncronas. Dividido em ciclos de aulas bimestrais, o programa dá início a última etapa de 2020.

No mês de celebração da Consciência Negra, com a inovação do ensino online, os centros da Fundação receberão artistas convidados para aulas gravadas e síncronas. No polo Chiquinha Gonzaga, que atende somente meninas para medidas socioeducativas, a programação contou com uma aula interativa com MC Chai, do grupo Odisseia das Flores. “Queremos trabalhar questões que envolvem a mulher no mundo da música. Empoderamento feminino e a representatividade da mulher no rap também entram na pauta”, conclui a gerente.

Patrocinadores e apoiadores do Projeto Guri – Sustenidos: CTG Brasil; Visa; CCR AutoBAn; Instituto CCR; Bayer; WestRock; Microsoft; Supermercados Tauste; banco BV; Novelis; Arteris; EMS; Capuani do Brasil; Faber-Castell; Pinheiro Neto; Santander;  VALGROUP; Raízen; BTP; Distribuidora Ikeda; Grupo Maringá; Instituto 3M; Supermercados Rondon; Frigol; Mercedes-Benz; Castelo Alimentos; Enel; GRUPO GR; Cipatex; Grupo Herval, Pirelli.

Patrocinador Sustenidos: CTG Brasil; Visa; SulAmérica e Microsoft.

Sobre o Projeto Guri: mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência e na Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Sustenidos, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 810 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Sustenidos: Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização gestora do Festival Ethno Brazil, Som Na Estrada, Festival Imagine Brazil, MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange) e Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa de ensino musical no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm incentivo fiscal da Lei Rouanet e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: http://www.sustenidos.org.br/pessoa-fisica/

Projeto Guri inicia processo de rematrículas para o primeiro semestre de 2021

Proejto Guri - rematrícula

Projeto Guri – maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – convida alunos e alunas para a rematrícula. O procedimento, para estudantes dos polos de ensino localizados no interior e litoral, será realizado de modo online de 1º a 18 de dezembro. É rápido, seguro e gratuito.

A link para rematrícula será enviado para as famílias pelas coordenações dos respectivos polos, por meio dos grupos de whatsApp.

As aulas serão retomadas a partir do dia 1º de fevereiro e, independentemente do retorno presencial, alunos e alunas terão acesso às aulas e atividades de modo remoto.

A princípio, o retorno presencial deverá ocorrer de maneira progressiva, atendendo à deliberação do Governo do Estado de São Paulo, e as famílias receberão todas as informações necessárias sobre os procedimentos de volta às aulas com segurança. Entre as ações, forneceremos máscaras laváveis, álcool gel e outros materiais de higienização de instrumentos musicais. Os tamanhos das turmas também serão reconfigurados para garantir a distância mínima entre pessoas recomendada pelos órgãos de saúde.

O Programa atende mais de 50 mil alunos por ano e possui centros de educação musical nas regiões de Araçatuba, Jundiaí, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba e no litoral paulista.

Para novos alunos e alunas, as matrículas serão realizadas a partir de 25 de janeiro.  Aguarde!

Sobre o Projeto Guri: Mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência e na Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Sustenidos, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 810 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Sustenidos: Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização gestora do Festival Ethno Brazil, Som Na Estrada, Festival Imagine Brazil, MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange) e Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa de ensino musical no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm incentivo fiscal da Lei Rouanet e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: http://www.sustenidos.org.br/pessoa-fisica/.

Patrocinadores e apoiadores do Projeto Guri – Sustenidos: CTG Brasil; Visa; CCR AutoBAn; Instituto CCR; Bayer; WestRock; Microsoft; Supermercados Tauste; banco BV; Novelis; Arteris; EMS; Capuani do Brasil; Faber-Castell; Pinheiro Neto; Santander; VALGROUP; Raízen; BTP; Distribuidora Ikeda; Grupo Maringá; Instituto 3M; Supermercados Rondon; Frigol; Mercedes-Benz; Castelo Alimentos; Enel; GRUPO GR; Cipatex; Grupo Herval, Pirelli.

Patrocinador Sustenidos: CTG Brasil; Visa; SulAmérica e Microsoft.

Sobre o Projeto Guri: mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência e na Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Sustenidos, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 810 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Sustenidos: Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização gestora do Festival Ethno Brazil, Som Na Estrada, Festival Imagine Brazil, MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange) e Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa de ensino musical no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm incentivo fiscal da Lei Rouanet e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: http://www.sustenidos.org.br/pessoa-fisica/

Moacir Santos: maestro, compositor e mestre de uma geração de músicos

Moacir Santos nasceu em julho de 1926, em Pernambuco, e veio para o Rio de Janeiro em 1948 com a finalidade de se tornar um Maestro completo, estudando com os mais renomados professores da época, tornando-se assistente do Professor H.J. Koellreutter.

Foi nomeado um dos maestros da Radio Nacional, TV Record, arranjando e conduzindo orquestras de teatros de revista.

Em 1960 foi homenageado na celebre frase de Vinicius de Moraes, na qual pede a Benção ao maestro (Samba da Benção).

Em 1967 vai para os EUA, onde participa da equipe de criação Lalo Schifrin, na serie para TV Missão Impossível.

Lança o 1º disco nos Estados Unidos (The Maestro) e recebe a indicação para concorrer ao Grammy Award.

Moacir volta ao Rio, acompanha as gravações de Ouro Negro, é reconhecido por sua enorme contribuição no Brasil e no exterior, e recebe o prêmio Multicultural Estadão pelo conjunto de sua obra.

Os primeiros sons que povoaram a infância de Moacir Santos foram os da tradição cultural nordestina, como o baião, o dobrado, o choro, o maracatu e o frevo, ouvidos e praticados nas bandas filarmônicas e jazz-bands do Alto Sertão pernambucano. A música Ciranda das Flores composta por Moacir Santos em parceria com Gilberto Gil traz a leveza, a brincadeira praiana na levada de ciranda.

Para homenagear esse grande compositor, os Grupos de Referência de Lorena, Piracicaba e Sorocaba cantam a Ciranda das Flores no arranjo especialmente feito por Zeca Rodrigues.

Na série Guri Convida, o Grupo de Referência de São Carlos – Big Band em parceria com Nailor Proveta, outro grande representante da música brasileira, apresentou, em 2019, a composição Jequié (a partir de minuto 16:30 no vídeo anexo). 

Confira aqui  a versão de Ciranda das Flores com os Grupos de Referência de Piracicaba, Lorena e Sorocaba.

Texto escrito por Jotagê Alves, coordenador educacional da Sustenidos e arranjador. 

Consciência Negra: você sabe qual a importância da educação antirracista?

Angela Davis

Angela Davis, educadora americana

A educação antirracista liberta dos valores violentos ensinados desde a colonização do Brasil e que visa entender as estruturas da nossa sociedade que causam segregação e muita desigualdade social. Assim, queremos sugerir um caminho de reflexão, formação e compreensão de temas necessários para uma prática educativa transformadora e consciente.

Vale lembrar que a formação da sociedade brasileira é cunhada na escravização de populações originárias de países do continente africano e da população indígena, e que o processo de abolição foi feito com base nos privilégios eurocêntricos sem nenhuma perspectiva de cidadania e por isso, somos estruturalmente submetidos a uma educação racista, que nos aliena e perpetua processos de manutenção do poder dos grupos dominantes.

É também por isso que no Brasil existem altos índices de violências, segregação e desigualdade social, principalmente com a população preta, periférica, indígenas, mulheres e com o público LGBTQIA+…

No Brasil, o racismo é um mecanismo sofisticado de estrutura de poder que aliena, explora e violenta pessoas todos os dias! É preciso se dedicar a compreender esse processo, suas complexidades e buscar alternativas para combatê-lo.

“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, reforça Angela Davis, filósofa e educadora americana.

Sendo assim, na intenção de fortalecer um processo formativo constante antirracista, a Sustenidos convida você para assistir um vídeo, ler um texto, ver um filme, analisar a letra de uma música ou qualquer ação que possa contribuir com a sua formação pessoal e profissional sobre o tema, e assim, a partir de cada um de nós, começarmos uma mudança que pode beneficiar todo mundo!!

O compartilhamento de informações amplia nossa rede de fortalecimento e construção de uma sociedade mais musical, humana e transformadora!!!!

Racismo Estrutural e Institucional – O que é isto?

Vídeos formativos:
Racismo é um mecanismo complexo, que cria vulnerabilidade e poder, por Silvio de Almeida

https://www.youtube.com/watch?v=PF0r9DniS_E&feature=youtu.be

“Não existe racismo que não seja estrutural. Ele é um mecanismo muito complexo que cria, de um lado, vulnerabilidade, e, de outro, poder. Não existe racismo fora de uma relação de poder. Ele depende de estruturas sociais para que a discriminação continue sendo sistêmica”, analisa o jurista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Silvio Luiz de Almeida, em entrevista ao UM BRASIL – uma iniciativa da Fecomercio/SP. Ele enfatiza que o racismo não se isola em um ato de violência, mas cria um sistema em que alguns são beneficiados, e outros, prejudicados socialmente. Almeida caracteriza essa estrutura como sendo constituída de Estado, ideologia, Direito e economia.

Quando o Criolo dança. Dirigido por Dilma Lóes https://www.youtube.com/watch?v=tY3DlN2qloU&feature=youtu.be

Vídeo sobre o racismo no Brasil, dirigido por Dilma Lóes, realizado em 1988, no Rio de Janeiro. Roteiro premiado pela Fundação Ford e Medalha de Bronze no International Film & TV Festival of New York-1989, finalista no Festival de vídeo de Dortmund, Alemanha e vencedor da Jornada de curta metragem de Salvador. O filme aborda o racismo no Brasil e a exclusão de toda uma população, através de um racismo velado onde não se vê a presença de pessoas negras em diversos setores da sociedade, como também na tv, comerciais, etc. O difícil combate ao racismo num país que vende para o mundo a imagem mentirosa de ser o único país onde não não existe o racismo. País este com um dos maiores índices de assassinatos de pessoas negras. Entrevistas intercaladas com cenas de ficção.

O mundo global visto do lado de cá. Milton Santos

https://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM&feature=youtu.be

O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.

Marcha Zumbi dos Palmares – 1995. Entenda a data 20 de Novembro

https://www.youtube.com/watch?v=K8IPjx_Z_wQ&t=130s

Documentário de valor histórico inestimável produzido pela Organização da Marcha Zumbi dos Palmares – 1995 realizada em Brasília em alusão aos 300 anos da morte de Zumbi. Momento de articulação política ímpar do Movimento Negro. Os resultados desta ação continuam repercutindo na formulação de políticas públicas no Brasil

 

Textos

1)      O que é Racismo Estrutural? De Silvio Almeida

2)      Dialética radical do Brasil Negro. Ambos de Clóvis Moura

3)      Lugar de Negro. Lélia Gonzáles

4)      Sociologia do Negro Brasileiro. Clóvis Moura – Editora Perspectiva

 

Para ouvir
O Haiti Gilberto Gil e Caetano Veloso
https://www.youtube.com/watch?v=X1z1Chpj-fI

Racistas Otários. Racionais MC
https://www.youtube.com/watch?v=2nLLihbYNFs

Bota Fé. Bia Ferreira
https://www.youtube.com/watch?v=kDPcv7uqXNA

Coletânea do REAJA
https://www.youtube.com/watch?v=03uZI4VPo4w

Para assistir
Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta
https://www.youtube.com/watch?v=Zrg0GiHOfvg

Vaguei nos livros e me sujei com a merda toda
https://www.youtube.com/watch?v=ltBuN9CgLw4

Alma no Olho – Zozimo Bulbul
https://www.youtube.com/watch?v=RTQlaxiokBA

Conheça e fortaleça
Pretinhas Leitoras: Infâncias que compreendem e denunciam o mundo através da literatura negra
https://www.instagram.com/pretinhasleitoras/?hl=pt-br 

Back Spin Crew grupo precursor da cultura Hip Hop no Brasil, formado em 1985
https://www.instagram.com/backspincrew1985/?igshid=6oci3xfm8vgd

Canal do Thiagson
https://www.instagram.com/canaldothiagson/?hl=pt-br

Luderê Afroludico
https://www.instagram.com/ludereafroludico/?hl=pt-br

Poetisas e Escritoras
Cinthya (Kimani)
https://www.instagram.com/kimani_poeta/?hl=pt-br

Conceição Evaristo
https://www.instagram.com/conceicaoevaristooficial/?hl=pt-br

Maria Carolina de Jesus
https://www.instagram.com/carolina_maria_de_jesus/

Artista Plástica
Rosana Paulino:
https://www.instagram.com/paulino9076/
https://www.rosanapaulino.com.br/

Livros para aprofundar
Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina, de Anibal Quijano
Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro

Textos e indicações complementares enviados pela Superintendência de Desenvolvimento Social

Itamar Assumpção, a Vanguarda Paulista e a produção independente

Itamar Assumpção, vulgo ‘Nego Dito’, nasceu em 1949, na cidade de Tietê e lançou seu primeiro álbum em 1980, com a banda Isca de Polícia – o icônico Beleléu Leléu Eu, de produção independente, carregando muito do que o artista trazia como característica em suas performances: um experimentalismo plástico-cênico-musical consonante com o espírito do movimento cultural denominado convenientemente pela crítica da época como “Vanguarda Paulistana”. Segundo o dicionário Cravo Albim, o termo se consolidou como referência à geração musical (1979-1985) que tinha como reduto um espaço alternativo que, nos anos 1980, abrigou diversificadas experimentações musicais, como o teatro Lira Paulistana, localizado na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, da qual Itamar foi uma das figuras mais emblemáticas.

Não são muitos os artistas que conseguiram sintetizar em sua obra a complexidade das sensações e estímulos vivenciados por alguém na cidade de São Paulo. A esse ritmo da metrópole lançou-se em Itamar, artista negro e independente, na contramão dos procedimentos impostos pela indústria cultural. “Viveu a beleza e a dureza de ser independente, num país de capitanias hereditárias pouco afeito a esse formato” mencionou Djamila Ribeiro em um artigo publicado no museu virtual dedicado ao artista, fato reafirmado no disco Às próprias custas (1983), bancado pelo próprio artista e gravado a partir de uma série de shows em São Paulo. Sua discografia seguiu na década de 80 com Sampa Midnight (1986) e Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!!! (1988). Na década de 90, já acompanhado pelas Orquídeas do Brasil – banda formada exclusivamente por mulheres – gravou Bicho de 7 cabeças vols. I, II e III. De volta com Isca de Polícia gravou Ataulfo Alves por Itamar Assumpção e o último, gravado antes de seu falecimento em 2003, Pretobrás.

Na vida sou passageiro
Eu sou também motorista”
(“Vida de artista”, do álbum Pretobrás)

Sua produção no entanto não se esgotou. Ainda foram lançados postumamente os dois volumes restantes de Pretobrás, com a participação de diversos artistas. Isso vai dar repercussão fecha o ciclo em uma parceria com Naná Vasconcelos.

“Você quer harmonia, mas que harmonia é essa?” Modulações inusitadas, colagens de falas e melodias, vozes em arranjos que parecem ser feitos para naipes de sopros; breques e jogos rítmicos de um groove-reggae-de-breque experimental; flertes com a música atonal, carregado de imagens. Há muito mais o que se dizer sobre Itamar, mesmo porque seus discos não se limitavam à música. São enredos.

Referencias:
Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira. Disponível em https://dicionariompb.com.br/
Museu Virtual Itamar Assumpção. Disponível em https://expo.itamarassumpcao.com/
Programa ensaio (TV Cultura:1999). Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=uiQxFFWrx-Y

Texto escrito por Luiz Fidalgo, Coordenador Técnico-Artístico-Pedagógico da Sustenidos, organização gestora do Projeto Guri

 

Dia Consciência Negra: tempo de lembrar da luta contra desigualdade social

Consciência Negra 3

É preciso eliminar do caminho o racismo, o preconceito, o machismo, a homofobia e todas as formas de desigualdade social. Os desafios são muitos, mas a Sustenidos Organização Social de Cultura tem o diferencial de contar com uma superintendência de desenvolvimento social que garante a promoção do tema na prática, em de acordo com as demais diretorias. Ter uma área específica, porém, não é privilégio, é compromisso com a sociedade e respeito ao ser humano.

Na rotina da instituição, as práticas pedagógicas e as atividades socioeducativas levam em consideração o repertório e a identidade local, bem como o perfil diversificado da comunidade, valorizando os grupos étnicos e populações específicas, como a cultura das tribos indígenas e quilombos, entre outros grupos que constituem nossa comunidade. Esta variedade territorial e cultural transforma a diferença em potência.

Assim, no Dia da Consciência Negra (20/11) nossa função é reforçar a importância da batalha cotidiana pela equidade racial na sociedade brasileira. “A data é uma referência aos movimentos que lutam pela igualdade e equidade racial no País e uma homenagem à população negra que diariamente resiste e persiste em se manter viva, apesar das forças contrárias”, lembrou Francisco Cesar Rodrigues, Superintendente de Desenvolvimento da Sustenidos Organização Social de Cultura.

Com esse enfoque, nossos educadores e nossas educadoras incentivam a participação ativa e reflexiva dos alunos e das alunas, promovendo o diálogo em consonância com a prática do ensino coletivo, de forma a valorizar e respeitar o repertório trazido de casa. Um exemplo foi a riqueza gerada pelo Trilhas Culturais, trabalho de pesquisa e mapeamento realizado por alunos e alunas do Projeto Guri em seus municípios.

Durante as atividades socioeducativas são trabalhadas questões de gênero, empoderamento de meninas, inclusão, igualdade e equidade raciais. Temas que dialogam tanto no campo da formação humana, como na mobilização social de empregados, empregadas, alunos, alunas, famílias, redes e comunidades.

A busca por esta sociedade mais justa e igualitária faz parte da rotina em “promover, com excelência, a educação musical e a prática coletiva da música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação”.

Há muito para caminhar, mas há avanços. O contrato de gestão do Projeto Guri com a SECEC – Secretária Estadual de Cultura e Economia Criativa, por exemplo, garante vagas para 64% de alunos e alunas em situação de desproteção social, tendo como novos critérios de análise Guris de famílias com renda per capita de até ½ salário mínimo, de etnia negra, parda e indígena, com deficiências, síndromes e transtornos, em situação de violação de direitos, em medidas protetivas e em medidas socioeducativas de internação.

Para além de promover a aquisição de habilidades e conhecimentos, a Sustenidos reafirma o potencial transformador do conhecimento, com direito inalienável do cidadão à cultura, com ênfase na linguagem e na aprendizagem da música, contribuindo para a formação de sujeitos integrados positivamente na sociedade.

Para nós, hoje é mais um dia de reforçar a raça, a voz e a cultura ancestral africana, berço da humanidade.

Acompanhe nossas redes sociais e saiba mais:

https://www.facebook.com/Sustenidoscultura

https://www.facebook.com/ProjetoGuri

 

 

 

 

DJ Negralha e convidados debatem a questão racial no meio musical e cultural

Negralha1

A live “Questão racial no meio musical e cultural” será realizada no dia 23 de novembro, das 14h às 15h30, e transmitida pelo Facebook do Projeto Guri e da Sustenidos (gestora do programa). Presença de DJ Negralha (o Rappa), Alessandra Costa (coordenadora do Polo Nelson Mandela) e de Enzo Pires Delesposti dos Santos (aluno do Grupo de Referência de Piracicaba), sob a mediação de Nilza dos Santos (supervisora de desenvolvimento social). Alunos e alunas do curso de violão do Polo Cabreúva terão uma participação especial gravada.

Destacamos a participação de alunos dos Polo CASA, que formularam questões para participarem ativamente deste diálogo e, assim, reforçarmos a importância da atuação do Projeto Guri na efetividade da medida socioeducativa, como espaço de produção artística e acesso ao direito à cultura e participação social.

DJ Negralha é músico, produtor cultural e comandou as pick-ups da banda O Rappa por mais de 20 anos. Ativista em diversos projetos sociais, Negralha abordará sua trajetória na música, preconceitos, desafios e sobre a profissão.

Alessandra Costa é coordenadora do Polo Nelson Mandela da Regional Jundiaí, estuda artes e comunicação, faz produção cultural e é ativista de programas periféricos.

Nilza dos Santos é supervisora de desenvolvimento social do Projeto Guri em São José do Rio Preto, com formação em serviço social e pós-graduação em políticas públicas.

Enzo Santos tem 19 anos é integrante do Grupo de Referência de Piracicaba – Coro e estuda percussão no Conservatório de Tatuí. O jovem será o porta-voz dos alunos e alunas e terá a missão de ouvir, compilar e organizar as questões levantadas previamente pelos Guris do Polo Nelson Mandela e de outros três polos da Fundação CASA na região da Campinas.

“O Dia da Consciência Negra é uma referência aos movimentos que lutam pela igualdade racial no País e uma homenagem à população negra que diariamente resiste e persiste em se manter viva, apesar das forças contrárias”, lembrou Francisco Cesar Rodrigues, Superintendente de Desenvolvimento da Sustenidos Organização Social de Cultura.

Geraldo Filme, o conhecimento e o samba como ferramenta política contra a opressão

Geraldo Filme

Geraldo Filme (foto) nasceu em 1928, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, no ano de 1933, e mudou-se com a família para a Barra Funda, São Paulo/SP. Frequentou Pirapora do Bom Jesus – territórios relevantes pelos encontros e práticas dos chamados batuques paulistanos.  Era conhecido como Geraldão da Barra Funda.

Compôs diversos enredos para o Peruche e Vai-Vai, sendo o autor de ‘Tradição’, um samba que tornou-se uma espécie de hino do Bixiga. Suas músicas traziam reivindicações ao reconhecimento das potencialidades dos negros de forma ampla na sociedade.

Aprendeu com sua mãe a se defender pelo conhecimento e sua ferramenta política: a composição. Geraldo Filme foi um grande pesquisador das dinâmicas e causas sociais opressoras.

É uma prática das equipes de supervisão e educadores trazerem suas composições em atividades socioeducativas para os alunos do Projeto Guri. Nos centros da Fundação CASA ocorreram algumas atividades planejadas pelas equipes de supervisão educacional e de desenvolvimento social com este enfoque. Destaque para as ações realizadas no complexo Raposo Tavares e no Brás. No ano de 2016, foi realizado pelo supervisor Julio Cesar, um arranjo de ‘Tradição’ (Geraldo Filme), disponibilizado e executado por alguns grupos de percussão. O objetivo deste arranjo é aproximar o aluno e a aluna deste contexto histórico (promovido pela cultura negra), a partir da prática e compreensão das estruturas rítmicas e melódicas do samba.

Indicamos para uma apreciação as músicas: ‘Tradição’, ‘Silêncio no Bixiga’ e ‘Tebas, o escravo’. Em ‘Tebas’, Geraldo descreve a existência de um relevante arquiteto negro (escravizado) que desenvolveu e executou alguns importantes projetos arquitetônicos: a) a torre da catedral da Sé, b) ligações hidráulicas sanitárias no centro de São Paulo, entre outros. Tebas negociou e conseguiu sua alforria em troca destas atividades. Geraldo sempre destacou a luta e a resistência a partir dos saberes afro-diaspóricos. Sua estratégia, o samba.

Ver também:

O Canto dos Escravos (1982) – Álbum.

Programa Ensaio sobre Geraldo Filme. TV Cultura (1992).

Documentário Geraldo Filme (1998).

Tebas – Arquiteto Negro na São Paulo Escravocrata (2019) – Livro.

Algumas composições do disco ‘O Canto dos Escravos’ foram apresentadas por alunos do Projeto Guri no espetáculo ‘Calungá – O Mar que Separa é o Mar que une’ (2012), como mostra a faixa Muriquinho.

Texto escrito por Rafael Y Castro – Coordenador Educacional da Sustenidos, percussionista e pesquisador

 

Edição 2020 do MOVE, programa de intercâmbio, foi cancelado em todos os países

Infelizmente a edição 2020 do programa Move – Musicians and Organizers Volunteer Exchange foi cancelada em todos os países participantes. Sendo assim, todo o processo seletivo que estava em andamento no Brasil foi também cancelado e os candidatos pré-selecionados foram dispensados. Todo o material enviado pelos candidatos foi devidamente inutilizado, em ação positiva de preservação do direito sobre imagem, som e dados pessoais fornecidos à Sustenidos.

Por uma decisão da JM Norway e da Norec, organizações que administram os recursos e o projeto nos quatro países participantes do Move, foram interrompidos os preparativos para o intercâmbio de 2020/2021. Até o momento não existe uma nova data para retomada do projeto, devido às dificuldades impostas pela pandemia de Covid 19. A Sustenidos informa que, assim que autorizado, o projeto será reiniciado e uma nova agenda para o processo seletivo será publicada amplamente.