fbpx

Estão abertas as inscrições para o programa de intercâmbio MOVE.

Realizado no Brasil desde 2015,  alunos e ex-alunos do Conservatório de Tatuí, de 18 a 25 anos, podem se inscrever para participar do programa de intercâmbio.

MOVE 2023, da Sustenidos, selecionará até 06 (seis) jovens brasileiros(as) para atuarem voluntariamente, no Malawi e em Moçambique (África) e na Noruega (Europa) no período de setembro de 2023 a junho de 2024, podendo ser antecipado ou postergado em função das estratégias mundiais adotadas para combate à pandemia do novo Coronavírus ou quaisquer outros motivos de força maior.

Os intercambistas participarão do curso preparatório e do Youth Camp, ambos realizados em Nairóbi – Quênia no mês de agosto (20 a 25/8) e, após a citada capacitação, seguirão para os países / locais do intercâmbio.

“O MOVE é um projeto muito rico para a organização. Todos os participantes que a gente acompanhou ao longo dos anos voltaram totalmente transformados dessa experiência. Em cada um dos países, se convive com essas quatro culturas e, durante esses dez meses, a gente detecta um crescimento pessoal e profissional muito grande de quem participa.”

Alessandra Costa, diretora executiva da Sustenidos.

Alguns/algumas candidatos(as) selecionados(as) participarão de atividades programadas pela Music Crossroads Malawi e pela Music Crossroads Moçambique, entidades sem fins lucrativos sediadas nas localidades de Lilongwe (capital do Malawi) e Maputo (capital de Moçambique) e que atuam em rede, como membros da JMI – Jeunesses Musicales Internacional, desde 2010. No Malawi e em Moçambique, o programa de voluntariado poderá ser realizado por meio da participação em festivais de música, workshops e capacitações em áreas da música, saúde, cultura e em questões sociais.

Outros candidatos(as) selecionados(as) atuarão como voluntários(as) na Trøndertun Folkehøyskole, uma escola secundária pública de artes da Noruega, situada na localidade de Trøndheim e incluída como parceira da JM Norway em 2015. Esta instituição oferece cursos de pop, rock, engenharia de som e dança e o programa de voluntariado poderá ser realizado por meio de participação em festivais, em espetáculos, em instituições para idosos e crianças, entre outras atividades.

Eu não fazia ideia do quanto esse lugar é rico em cultura, em música. Eu estou admirada com a riqueza cultural que Moçambique tem e estou muito feliz de ter pessoas muito generosas ao meu redor. É isso que a África tem me ensinado, é isso que Moçambique tem me ensinado, a ser muito generosa.

Helen Quintanares, participante do MOVE 2022.

No MOVE, o conhecimento e as habilidades dos(as) intercambistas são valorizados para as atividades cotidianas das instituições. As instituições parceiras garantem a elaboração de programas específicos de atuação para cada intercambista, enfatizando as necessidades e as competências individuais.

O regulamento do MOVE 2023 está disponível aqui e o formulário de inscrição está neste link.

Esclarecimentos sobre a situação do Theatro Municipal de São Paulo

Em 16 de Janeiro de 2023, a Sustenidos enviou um comunicado aos integrantes do Coro Lírico informando sobre os procedimentos de uma avaliação interna, a ser realizada entre os dias 23 e 26 de fevereiro por uma banca de profissionais renomados.  A avaliação interna tem como objetivo analisar, por meio de retestes, suas qualidades técnico-vocais e interpretativas, assim como suas habilidades de leitura musical (solfejo).

Tal prática é recomendável e desejável e já foi realizada em instituições renomadas, resultando em mais excelência artística e melhor uso dos recursos públicos. 

Esta ação teve como motivação principal o cumprimento de estratégias e metas do Contrato de Gestão firmado junto à Fundação Theatro Municipal de São Paulo, as quais visam ao fortalecimento do Complexo Theatro Municipal e à excelência técnica de seus Corpos Artísticos.

O desejo da Organização era de realizar a Avaliação Interna, e, caso houvesse pessoas a serem desligadas, realizar novas audições para integrantes permanentes do coro (mediante disponibilidade orçamentária), dando a possibilidade a outros profissionais de integrarem a equipe do Theatro. 

No dia 23 de janeiro, a avaliação interna foi suspensa em decorrência de novas tratativas entre a Sustenidos e a Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

Sobre a suposta precarização do trabalho dos artistas do Coro Lírico 

No mesmo dia 16 de Janeiro de 2023, a Sustenidos Organização Social de Cultura anunciou audições externas para o cadastro de músicos temporários. Em nenhuma hipótese, esta ação teve o intuito de substituir os músicos e artistas contratados em regime CLT por músicos temporários. A contratação de músicos e cantores temporários já vem sendo praticada eventualmente na casa, mediante a necessidade. Sendo assim, o chamamento pretendia criar um cadastro amplo decorrente de avaliação técnica,  reafirmando nosso compromisso com a transparência e a excelência técnica e artística. 

Sobre a situação financeira do CTMSP

A Sustenidos vem sinalizando, desde outubro do ano passado, a previsão de um déficit orçamentário para 2023, decorrente da falta de reajuste nos repasses efetuados pela Fundação Theatro Municipal, cujo valor se mantém linear desde 2021. Ou seja, desde que assumiu a gestão do Complexo Theatro Municipal, a Organização vem recebendo repasses que se demonstraram insuficientes para arcar com os impactos decorrentes da inflação, tais como reajustes salariais previstos por lei  somados aos impactos inflacionários em rubricas de fornecedores, terceirizados e concessionárias de energia e água do Complexo Theatro Municipal de São Paulo. 

Importante ressaltar que o próprio chamamento público previa, em seu item 11.2.1, que os valores anuais de repasse poderão ser corrigidos, mediante termo de aditamento, em razão de variações dos valores das despesas previstas nos centros de custo e rubricas orçamentárias, incluindo aquelas decorrentes de acordo, convenção ou dissídio coletivo da classe, desde que haja disponibilidade financeira específica para este fim. Com base nisso, a cada ano, a Sustenidos vem reivindicando o reajuste dos repasses de acordo com índices inflacionários, sem ter sido atendida sequer parcialmente. Não obstante, a Sustenidos empreendeu enormes esforços de captação de recursos adicionais,  e economias em diferentes rubricas, de modo a garantir recomposição salarial – ainda que abaixo da inflação –  para todas as categorias representadas no Complexo Theatro Municipal.

No momento, a Sustenidos aguarda um novo posicionamento do poder público com relação à suplementação de recursos para fazer frente ao déficit orçamentário previsto, de forma a recompor minimamente as perdas decorrentes da inflação registrada nos dois últimos anos (10,6% em 2021 e 5,7% em 2022). 

Theatro Municipal abre a exposição “Presente! – Presenças negras no Theatro Municipal de São Paulo”

A exposição, que abre no dia 8 de dezembro na sala de exposições da Praça das Artes, traz iconografia e documentos sobre grandes artistas que passaram pela casa, além de depoimentos de profissionais negros do teatro, celebrando a cultura negra e grandes expoentes da arte brasileira e mundial que colaboraram na construção da história da casa. Nomes de diversas épocas, como Ella Fitzgerald, Charles Mingus, Alvin Ailey, Duke Ellington, Milton Nascimento,Abdias do Nascimento, Elizeth Cardoso irão compor a mostra iconográfica 

A história do Theatro Municipal de São Paulo e das culturas e movimentos negros no Brasil tem pontos de contato muito marcantes. Foram nas escadarias do Theatro, por exemplo, que em 1978 o Movimento Negro Unificado (MNU) foi publicamente lançado. Artistas e ativistas de importância mundial se apresentaram dentro e fora da centenária edificação e, para celebrar sua vida e presença, o Complexo Theatro Municipal abre no dia 8 de dezembro, na sala de exposições da Praça das Artes, a exposição “Presente! – Presenças negras no Theatro Municipal de São Paulo”, com curadoria participativa do Núcleo de Acervo e Pesquisa/Gerência de Formação, Acervo e Memória do Complexo Theatro Municipal. A exposição segue em cartaz até 29 de março de 2023, de terça a sábado, das 10h às 18h. No dia da abertura, o Coro Lírico Municipal fará, no vão da Praça das Artes, junto à pianista Marizilda Hein, a apresentação do Hino da Abolição, de Gomes Cardim (1888), à época, dedicado a Luiz Gama. A partitura manuscrita também integra a exposição.

A exposição é fruto de um importante levantamento documental realizado pelo Núcleo de Acervo e Pesquisa, que encontrou mais de 280 registros de diferentes espetáculos, eventos e intervenções políticas que tiveram como protagonistas mulheres e homens negros. Programas de espetáculos, fotografias, borderôs, vídeos, cartazes, partituras, trajes e adereços, documentam uma presença fragmentada e difusa, porém perene de 1915 até os dias atuais. 

Longe de ser apenas um acumulado de registros historiográficos enfileirados, contudo, “Presente!” quer ser um libelo sobre a importância e conquista desta presença que (r)existe, um vocativo mesmo. Para isso, a expografia, cujo projeto é assinado por Ricardo Muniz Fernandes, abusa da figura das encruzilhadas (ou encruzas), que serão um fundamento e se multiplicará pelo espaço externo e interno da Praça das Artes. As encruzas serão um tempo-espaço onde o movimento, a profusão de possibilidades, e as histórias e futuros se cruzarão, propondo um outro mundo e transgredindo a lógica branca e ocidental, seus territórios e limites. Dicotomias serão questionadas, assim como a ideia de dentro e fora.

Ao reunir um conjunto significativo de diferentes documentos, desde 1915 até os dias atuais, que marcam a presença de artistas negros, no Theatro Municipal, a Exposição Presente – Presenças Negras no Theatro Municipal, aponta, por um lado, o que tem sido o Brasil nesses 110 anos de existência do Theatro: a presença exígua de artistas negras e negros no palco do Theatro, em relação à massiva atuação de brancos. Ao mesmo tempo, exibe a qualidade e competência dessa participação, diz Ana Lúcia Lopes, gerente de Formação, Acervo e Memória. E completa: ”Porém, por outro lado, a exposição aponta para o futuro quando reúne esses artistas em uma demonstração incômoda, para muitos, de excelência. A competência é inquestionável, ficando para nós o compromisso antirracista de mudar essa história”.

“A ideia da encruzilhada como disputa, luta e jogo, envolta em ritmo e dança, tomando outras referências além do fato concreto, e buscando para lá do real o encantamento que vive em tudo”, diz o texto de parede da exposição. “A expografia proposta é também uma  gira, uma mixagem da estética das ruas e dos museus, das quebradas e dos palácios. (…). Um ponto de partida, um início, um sem fim, a provocação de uma história ainda por se fazer”, explica o texto expositivo.

Somado a esse material, exposto de forma a ocupar um espaço presente e não apenas passado, buscando a sensibilização e o vocativo, estarão trechos das 34 entrevistas realizadas com  funcionários negros do Theatro, dando uma face e uma voz à presença negra atualíssima, que constroi o Complexo Theatro Municipal em seu cotidiano. ”Essa experiência de registros documentais de história oral de trabalhadores, serviu como uma primeira experiência para uma ação que pretendemos aprofundar e produzir registros da história oral dos trabalhadores do Theatro Municipal de São Paulo”, completa Anita Lazarim, Pesquisadora do Núcleo de Acervo e Pesquisa.

Nesses testemunhos, emoções, vivências e as contradições inerentes a uma sociedade estruturada pelo racismo constroem um edifício de vozes que permite pensar a escrita da história cotidiana a partir de um protagonismo de quem produz a arte, nos mais diferentes níveis, no dia-a-dia, e potencializará reflexões sobre o mundo e a história negra dentro do Municipal. 

Um palco histórico para o que acontecia fora do Theatro também

Além de difundir o rico acervo da casa, a exposição pretende visibilizar a atuação de entidades e organizações da sociedade civil, sobretudo negras, que se articularam ao longo de mais de cem anos para ocupar a programação do Municipal de diferentes formas. “A exposição revela que o Theatro Municipal também foi constantemente disputado por outros grupos sociais que não somente a elite; que existiram – e de alguma forma se realizaram – outros projetos, tensões, diferentes perspectivas de cultura e política. A exposição ajuda a construir uma perspectiva mais plural acerca do significado do Municipal para a cidade de São Paulo, para o Brasil”, diz Rafael Domingos, coordenador do Núcleo de Acervo e Pesquisa do Complexo Theatro Municipal.

Para Anita de Souza Lazarin, “é fundamental dizer que, ao longo da história do Theatro Municipal de São Paulo, não houve uma gestão comprometida com as pautas raciais que estabelecesse políticas concretas nesse sentido em sua programação. Dessa forma, a ampla maioria das expressões e linguagens artísticas apresentadas no Municipal advém da vocação da casa de casa de ópera seus corpos artísticos. No entanto, apesar disso, variados grupos e sujeitos negros e de entidades negras conseguiram se articular para ocupar a programação do TMSP, deixando uma inegável contribuição artística e histórica”.

Muitas preciosidades poderão ser encontradas pelo público, reveladas por essa imersão no acervo da instituição. E cada objeto conta uma história profunda, caso do Jornal Progresso, que representa a articulação da imprensa negra em 1931 e a campanha política organizada pelo escritor Lino Guedes para a construção de um monumento para Luiz Gama. “Para arrecadar fundos para a campanha, esse grupo do jornal Progresso conquistou um espaço na programação, realizando um evento no Theatro Municipal de São Paulo em meados de fevereiro de 1931. Meses depois, o monumento foi inaugurado no largo do Arouche. O acervo do Theatro possui um registro desse evento, que informa detalhes das apresentações daquela noite”, revela Anita Lazarim, sobre apenas um dos inúmeros objetos presentes na exposição.

Programa de sala recital de Marian Anderson no Theatro Municipal de São Paulo, em 1937. Série: Programas de Espetáculos e Eventos do Theatro Municipal de São Paulo. Coleção Museu do Theatro Municipal de São Paulo. Centro de Documentação e Memória – Praça das Artes – Complexo Theatro Municipal de São Paulo.

Houve situações ainda em que uma apresentação artística deu endosso a uma luta. “Ainda nessa década, em 1937, durante o recital da cantora lírica negra e estadunidense  Marian Anderson, a Frente Negra Brasileira esteve na plateia prestigiando a artista e organizou uma homenagem a ela na sede da organização, a qual a cantora prontamente aceitou, indo conhecer o espaço de articulação. Isso foi noticiado na imprensa da época”, explica a pesquisadora do Núcleo de Acervo e Pesquisa, lembrando ainda do Teatro Experimental do Negro (TEN), de Abdias do Nascimento, que ocupou o Theatro com a peça “Sortilégio” na década de 1950, além da correspondência que há entre o aumento da programação com artistas negros e um repertório afro-brasileiro nos anos 1970 e 1980 e o fortalecimento da organização dos movimentos negros, que culminou na fundação do Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978.

A história do Brasil também poderá ser reconhecida em documentos, como o lendário programa de sala do show Milagre dos Peixes, de 1974, de Milton Nascimento, com a banda Som Imaginário e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. O show é um marco na história da música brasileira, pois registra o momento do encontro de um artista popular com sua banda e uma orquestra sinfônica, proposta pouco usual no período, além de esse ser um álbum em que Milton abusou dos vocalizes na maior parte das faixas, todas censuradas pelo regime ditatorial da época. Quem quiser conhecer mais a fundo a história dos documentos, no mesmo dia da abertura da exposição (8/12) será lançada a publicação do Núcleo de Acervo e Pesquisa: “Índice de Fontes: a presença negra no acervo do Theatro Municipal de São Paulo”. 

Trazendo para o presente e para o espectador o protagonismo, cadeiras e holofotes se voltarão aos espectadores, que verá que a história não é única e tampouco fixa, se refaz e, com a articulação de testemunhos antes ideologicamente minimizados e mesmo silenciados, uma nova história surgirá a partir de nomes já conhecidos como Luiz Gama, Alvin Ailey, Milton Nascimento, Abdias do Nascimento, Elizeth Cardoso, Agostinho dos Santos, Elizete Cardoso, Art Blakey, Bobby McFerrin, Sarah Vaughan, Milton Nascimento, Marian Anderson, Alvin Ailey, Charles Mingus, Earl Hines, Dizzy Gillespie. Dionne Warwick, Nancy Wilson, Winton Marsalys, Barbara Hendricks e de nomes anônimos, além da perspectiva do próprio público, convidado a pensar ele mesmo uma nova história que se reconfigura ao colocar os holofotes em nomes antes não convidados a protagonizar espaços como o Theatro. Um movimento de escuta que empresta muito da psicanálise, de descoberta, de revelações, reelaboração e emergir de novas narrativas.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO PRESENTE! – PRESENÇAS NEGRAS NO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

08 de dezembro de 2022 a 29 março de 2023
terças-feiras a sábados, das 10h às 18h
Sala de Exposições – Praça das Artes
Ingressos: gratuitos
Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária   

Sustenidos anuncia vencedores (as) de concurso de solistas pretos(as), pardos(as) e indígenas

Final da premiação “Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha” aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, no Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí; Inscritos (as) de mais de 20 cidades de várias regiões do Brasil concorreram a prêmios de até R$ 20 mil, além de formações e orientação de carreira musical

O Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, considerado a maior escola de música e artes cênicas da América Latina e gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura, anunciou nos dias 12 e 13 de novembro a lista de vencedores (as) do 1º Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha. O evento premiou cantores(as) líricos(as) pretos(as), pardos(as) e indígenas, residentes no Brasil com idade entre 18 e 45 anos, nas categorias voz feminina e masculina. As etapas finais contaram com apresentações no Teatro Procópio Ferreira, espaço cultural pertencente ao Conservatório de Tatuí.

Na ocasião, a niteroiense Chiara Santoro Gomes e o paulistano Isaque Pereira Braga de Oliveira, foram premiados em R$ 20 mil ao se destacarem como primeiros colocados nas categorias voz feminina e voz masculina. Já a intérprete paraense Thaina Roberta da Silva Souza e o curitibano Marcelo Dias da Silva se destacaram no segundo lugar, premiados com R$ 15 mil. O evento também premiou os artistas Núbia Eunice Viana Ferreira, natural de Minas Gerais – MG, e Paulo André Nascimento de Jesus Maria, do Rio de Janeiro – RJ, em R$ 10 mil como destaques na categoria especial Jovem solista, concedida a cantor ou cantora de até 25 anos.

O júri da premiação foi formado por cantores(as), diretores(as) artísticos(as) e professores(as) já renomados no meio musical, incluindo: Alba Bomfim, Edineia de Oliveira, Felipe Venâncio, Mere Oliveira e Sávio Sperandio. O 1º Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha do Conservatório de Tatuí, lançado dia 28 de setembro deste ano, recebeu inscrições de cantores (as) líricos (as) de mais de 20 cidades de várias regiões do Brasil. Além das premiações em dinheiro, o evento ainda prevê a grande oportunidade para todos(as) os(as) inscritos(as) acessarem gratuitamente formação online sobre orientação de carreira, prevista para o primeiro quadrimestre de 2023. Trata-se da maior premiação deste segmento no Brasil.

Os(as) primeiros(as) colocados(as) de cada categoria integrarão o elenco de solistas da Temporada Lírica 2023 do Theatro Municipal de São Paulo. Já os(as) segundos(as) colocados(as) e o(a) ganhador(a) da categoria Jovem Solista poderão se apresentar na Temporada 2023 do Teatro Procópio Ferreira, espaço cultural pertencente ao Conservatório de Tatuí. Os(as) ganhadores(as) de todas as categorias participarão do Recital de Premiação, acompanhados(as) por uma Orquestra, no dia 19 de dezembro, no Theatro Municipal de São Paulo.

Reconhecendo a importância e relevância do 1° Concurso de Canto Lírico Joaquina Maria da Conceição Lapa – Lapinha e para estreitar os laços artísticos entre as instituições artísticas no Brasil, a Cia Ópera São Paulo premia os cantores Carlos Eduardo de Jesus Morais Araújo (barítono) e Núbia Eunice Viana Ferreira (soprano) a estarem diretamente na semi final do 21° Concurso brasileiro de canto Maria Callas entre os dias 26 de março a 02 de abril de 2023, edição comemorativa ao centenário de nascimento da exímia soprano grega.

Pioneirismo negro na música clássica brasileira

Reconhecida no cenário artístico luso-brasileiro como cantora, em meados do século XIX, Joaquina Lapinha iniciou a carreira no Rio de Janeiro. Natural de Minas Gerais, a artista se apresentou em várias cidades portuguesas no período de 1791 a 1805 e, apesar da carreira internacional, alguns autores apontam que, por ter a pele negra, a atriz precisou recorrer a cosméticos para clarear a pele nas apresentações na Europa.

A cantora foi tema do livro ‘Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto’ (Sete lagoas, 2008), do pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, e foi citada em ‘O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis’ (1956), do cronista Luís Edmundo, como aquela que ficava “pisando como ninguém em tablas (palco)”, além de ser enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo, no Carnaval de 2014.

I Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha do Conservatório de Tatuí – vencedores (as)

– Prêmio Maria d’Aparecida – 1º Lugar (voz feminina): Chiara Santoro Gomes

– Prêmio João dos Reis – 1º Lugar (voz masculina): Isaque Pereira Braga de Oliveira

– Prêmio Zaíra de Oliveira – 2º lugar (voz feminina): Thaina Roberta da Silva Souza

– Prêmio Estevão Maya-Maya – 2º lugar (voz masculina): Marcelo Dias da Silva

– Prêmio Joaquim Paulo do Espírito Santo (Jovem Solista): Núbia Eunice Viana Ferreira e Paulo André Nascimento de Jesus Maria

Sustenidos inaugura novos núcleos do Musicou.

Inauguramos, na última semana, os cinco primeiros núcleos do projeto Musicou em Andirá/PR, Jacarezinho/PR, Porecatu/PR, Três Lagoas/MS e Fortaleza/CE.

“Foi uma semana muito especial. Viajamos pelo interior do Paraná, passando por estradas margeadas de plantações e cruzamos o rio Paranapanema para chegar aos núcleos de Porecatu, Andirá e Jacarezinho. Demos as mãos numa roda, cantamos uma ciranda, escutamos os tambores e violões e acompanhamos os alunos e alunas entrando nos núcleos pela primeira vez, enchendo de som cada uma das salas repletas de instrumentos. Pudemos ver se concretizar e criar vida um sonho, um projeto gestado com tanto carinho, para que, finalmente, crianças e adolescentes possam desfrutar de momentos significativos, sensíveis, de ampliação de repertório e de cultura, por meio da educação musical”, relatou Claudia Freixedas, Superintendente Educacional da Sustenidos.

O programa de educação musical oferece aulas gratuitas de canto coral, percussão, violão, viola caipira, arcodeon e iniciação musical para crianças e jovens, com idade entre 6 e 18 anos, e conta com a parceria das empresas CTG BrasilSulAmérica e Grupo Maringá, além das prefeituras locais, Secretaria Estadual de Cultura do Estado do CearáInstituto Dragao do Mar – IDM e Theatro José de Alencar

”O Musicou vai além do ato de aprender a cantar ou tocar um instrumento – é um processo coletivo de acolhimento de crianças e jovens, e faz da música uma ferramenta de desenvolvimento social, artístico e cognitivo. Passamos por cinco cidades e pudemos ver suas diferentes realidades. O intuito do projeto é fazer dessas diferenças uma potência para a criação artística.” comenta Fernanda Solon, que liderou a implementação dos novos núcleos do musicou no Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.

Apesar de novo, o Musicou já nasce com sólida experiência em música, educação e desenvolvimento social, pois trata-se de um programa criado pela Sustenidos Organização Social de Cultura, instituição sem fins lucrativos, especialista na implantação e gestão de políticas públicas de cultura.

Para mais informações sobre como apoiar a nossa causa, entre em contato com a gente!

Vem aí o Imagine Brazil 2022!

Se você é brasileiro, tem entre 13 e 21 anos, solista ou tem uma banda de qualquer gênero ou estilo musical, você não pode ficar fora do Imagine Brazil 2022!

O Imagine é um festival de música competitivo internacional realizado no Brasil pela Sustenidos Organização Social de Cultura e pela belga Jeunesses Musicales. Acontece há trinta anos simultaneamente em dez países e, este ano, acontecerá em formato virtual em todo o território nacional. A etapa final, onde o representante do Brasil será selecionado para ir à Europa representar o nosso país, será realizada em junho, presencialmente, no Teatro Procópio Ferreira, no Conservatório de Tatuí, estado de São Paulo.

Inscrições

Primeiro, é importante que você leia o regulamento.

Depois, é só se inscrever aqui.

Boa sorte!

Nos vemos no Imagine Brazil 2022! 

Comunicado

Informamos que a Organização Social Santa Marcelina Cultura assinou o contrato com a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa para a gestão do Projeto Guri Interior, Litoral e Fundação Casa, no período de 2022 a 2027.

Aguardamos a decisão relativa ao recurso interposto pela Sustenidos em face do resultado da convocação pública.

A Sustenidos Organização Social de Cultura segue com sua missão de promover, com excelência, a educação musical, com objetivo de contribuir com o desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens, além de possibilitar a geração de emprego à profissionais da cultura. A Sustenidos reafirma seu compromisso em continuar com o trabalho de gestão transparente e responsável do Conservatório de Tatuí, do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, e dos projetos especiais: Musicou, Som na Estrada, MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange) e os festivais Ethno Brazil e Imagine Brazil.

Sustenidos recebe o selo Doar – certificado de gestão e transparência

Sustenidos Organização Social de Cultura recebe o selo Doar – certificado de gestão e transparência.

A Sustenidos Organização Social de Cultura conquistou o selo Doar – Gestão e Transparência, concedido pelo Instituto Doar, responsável pelo prêmio Melhores ONGs. O certificado é o maior reconhecimento do Terceiro Setor no Brasil. A Sustenidos recebeu também o Gestão e Confiança AMBEV Voa & Doar, um selo desenvolvido pela AMBEV Voa, em parceria com o Instituto Doar, com o objetivo de certificar as organizações do programa que têm bons resultados em gestão organizacional.  

A Sustenidos é referência na concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área de educação musical, pois promove, com excelência, a educação musical e a prática coletiva da música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação.

O Selo Doar tem como objetivos incentivar, legitimar e destacar o profissionalismo e a transparência nas organizações não-governamentais brasileiras, na forma de um atestado independente de sua adequação aos Padrões de Gestão, Transparência e Doação (PGTD), conhecido como  Selo Doar.

O Selo Doar foi elaborado a partir de uma extensa pesquisa dos conceitos e critérios adotados por diferentes organismos nacionais e internacionais da literatura especializada em avaliação de organizações sem fins lucrativos e está organizado em oito grandes eixos:

Causa e estratégia
Governança
Contabilidade e Finanças
Gestão
Recursos Humanos
Estratégia de financiamento
Comunicação
Prestação de contas e transparência

“Isso significa que a organização passa a fazer parte de um seleto grupo de organizações brasileiras certificadas de forma independente que alcançaram o padrão mínimo de qualidade definidos pelo Instituto Doar e baseados nos principais modelos de certificação internacionais para organizações da sociedade civil. Parabéns!”, declarou Sergio De Nez, do Instituto Doar.

O prêmio Melhores ONGs é realizado em parceria com AMBEV, a produtora O Mundo que Queremos, O Instituto Humanize e a Fundação Toyota e o Canal Futura.

Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização responsável pelo Projeto Guri (nos polos de ensino do interior, litoral e Fundação CASA), Conservatório de Tatuí e Complexo Theatro Municipal. Além dos projetos especiais Som na Estrada, Musicou e MOVE, e dos festivais Ethno Brazil e Imagine Brazil. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm suporte fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

O nome da instituição constar na página de instituições certificadas. Para conferir, clique no link: https://www.institutodoar.org/organizacoes-certificadas/.

Fórum MOVE 2021 – Brasil debate atuação do músico, nichos de trabalho e relações institucionais, entre outros temas

O Fórum MOVE 2021 – Brasil, em edição presencial, reuniu 23 ex-intercambistas de várias cidades do estado de São Paulo, nos dias 19 e 20 de novembro. O MOVE – Musicians and Organizers Volunteer Exchange é um programa de intercâmbio e voluntariado entre as organizações musicais JMNorway, Trøndertun Folk High School, Music Crossroads Malawi, Music Crossroads Moçambique e Sustenidos.

Na ocasião do evento foram trabalhados os temas: conversa musical (cantoria), atuação do músico no cenário atual (pós-pandemia), estereótipos profissionais, novos nichos para o trabalho com música, relações institucionais (Sustenidos e Projeto Guri), projetos para atuação como voluntário, comunicação em situações profissionais e paradigmas de comunicação interpessoal. Os temas foram selecionados com a colaboração de Karoline Ribas e Meli Francis, além de outros ex-intercambistas brasileiros e equipes da Sustenidos.

Desde 2015, o MOVE é realizado no Brasil. Ex-alunos e educadores do Projeto Guri, de 18 a 25 anos, podem participar do programa de intercâmbio. Seis jovens brasileiros são eleitos em um rigoroso processo seletivo para passar uma temporada de dez meses nos outros países participantes: Noruega, Malaui e Moçambique – são enviados dois jovens para cada lugar. Durante a jornada, eles atuam em festivais, competições e capacitações.

O MOVE é resultado da parceria entre a Sustenidos e a JMI – Jeunesses Musicales International, instituição com sede na Bélgica que fomenta programas musicais em cerca de 70 países. 

Saiba mais sobre o Fórum MOVE 2021 – Brasil:

Atividade Cantoria – Fórum MOVE 2021 – Brasil

Teaser – Fórum MOVE 2021 – Brasil

Booklet – Fórum MOVE 2021 – Brasil