Conservatório de Tatuí abre curso gratuito de consciência corporal

Conservatório de Tatuí, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, anunciou a abertura de inscrições para o curso livre “Sensibilização do movimento: da consciência corporal à performance de palco“. A formação é gratuita e voltada a estudantes de música e artes cênicas que buscam aprimorar o desempenho artístico por meio do domínio físico.

As inscrições permanecem abertas até o dia 1º de abril e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da instituição. A iniciativa é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura e reforça o papel do Conservatório de Tatuí como a maior escola de música e artes cênicas da América Latina.

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Aula magna com Letícia Sabatella e Paulo Braga abre o ano letivo no Conservatório de Tatuí

Foto: Paulo Rogério Ribeiro

No último dia 23 de fevereiro, o palco do Teatro Procópio Ferreira se transformou em um espaço de troca artística e sensibilidade, marcado pela presença de diferentes experiências musicais e pela forte conexão com o público.

A aula magna que abriu o ano letivo do Conservatório de Tatuí — considerado a maior escola de música e artes cênicas da América Latina, vinculado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura — reuniu a atriz e cantora Letícia Sabatella e o pianista Paulo Braga em uma apresentação que foi, ao mesmo tempo, espetáculo, conversa e inspiração para os estudantes que iniciam sua jornada na música em 2026.

“Acho encantador estar aqui, neste encontro, em uma escola de música, com pessoas que tiveram a oportunidade e escolheram essa trajetória. Eu já as admiro por essa decisão e sei a importância desse caminho, então quero que elas se sintam valorizadas por isso”, afirma Letícia Sabatella

Para Paulo Braga, o retorno ao Conservatório tem um peso afetivo e simbólico. Fundador do Núcleo de Música Popular da instituição, ele relembrou sua própria formação no equipamento cultural, iniciada ainda na infância, quando viajava semanalmente de Jundiaí para estudar. Paulo toca piano desde os 6 anos e iniciou os estudos no Conservatório de Tatuí aos 11.

“Posso dizer que eu cresci aqui e me desenvolvi nessa escola. Viver esse mundo musical que é o Conservatório de Tatuí amplia muito os horizontes, principalmente para quem está começando na música, independentemente da idade. Quando a pessoa chega aqui, vê possibilidades que normalmente não teria na própria cidade ou no convívio cotidiano. Você chega e tem banda, orquestra, hoje em dia tem até escola de samba tocando. São muitos cursos, muitas possibilidades — da música antiga à contemporânea, da clássica à popular”.

Ao compartilhar histórias de construção artística, Letícia Sabatella e Paulo Braga mostram que a arte nasce da escuta, da experimentação e da persistência, valores que seguem no centro da formação oferecida pelo Conservatório de Tatuí.

“A mensagem que deixo para os alunos neste início de ano é que vejam este momento como uma tela em branco. É a hora de desenvolver muita coisa. Vocês vão receber muita informação, mas o importante é começar a construir os próprios trabalhos e pensar a médio e longo prazo: ‘o que eu posso fazer aqui dentro?’. Um amigo me deu um conselho uma vez, dizendo que essa seria a melhor época da minha vida e que eu deveria aproveitar. Esse oxigênio que rola aqui — aproveitem, respirem e curtam o máximo possível. No meu caso, muito do que eu faço hoje ainda é reflexo do que estudei no Conservatório”, sugere Paulo Braga.

Letícia pediu para complementar a fala do Paulo afirmando que “se, por um acaso, ainda não for a melhor fase da vida do aluno e estiver difícil, o segredo é insistir, porque depois melhora”. Ela revela que quando iniciou a faculdade de teatro, não se sentia uma boa atriz. Tinha dificuldade de projetar a voz e relembra que nem todo mundo socializa fácil, cada pessoa tem processos diferentes. O segredo é insistir, porque um dia você vai olhar para trás e pensar: ‘Nossa, agora eu consigo, e era tão difícil naquela época’.

O show no Teatro Procópio Ferreira

Em um formato de voz e piano, Letícia Sabatella e Paulo Braga seguiram com a essência do grupo Caravana Tonteria, tendo a improvisação e a interpretação livre como marcas da dupla.

Durante a apresentação, os artistas trouxeram cenas do trabalho que já desenvolvem em parceria, organizadas em blocos temáticos. Paulo Braga explica que o repertório incluiu uma homenagem a grandes mulheres cantoras e compositoras, além de celebrar o Clube da Esquina, movimento fundamental para a música brasileira. O espetáculo abriu espaço, ainda, para composições autorais de Letícia. Segundo a artista, o show funciona como um apanhado geral que revela as diversas facetas e a maturidade desse projeto que a dupla vem construindo ao longo do tempo.

Natural de Belo Horizonte, mas criada em Curitiba, Sabattella se tornou uma das maiores atrizes do Brasil. Já o cartão de visitas como cantora aconteceu após ela participar do disco de Elza Soares, do Cóccix até o Pescoço (2002). A convite da própria Elza, Letícia gravou a música “A Cigarra”.

“A Elza sempre foi uma referência para mim e foi muito generosa durante a gravação da canção. Depois que finalizamos a música, ela ficou me estimulando a ser cantora, então foi uma madrinha para mim”, revela.

O match com Paulo Braga

Letícia revela que o desejo de realizar um trabalho musical surgiu em um período de ritmo intenso na televisão, durante as gravações da novela Caminho das Índias. Com a alta demanda e o pouco tempo para descanso — já que, ao chegar em casa, ainda precisava estudar os roteiros —, a música surgiu como um refúgio. Ela conta que as pequenas ideias musicais começaram a aparecer naturalmente durante as gravações, funcionando como uma espécie de escapismo e uma forma de o cérebro relaxar em meio à rotina exaustiva.

A composição começou, então, de forma intuitiva, sem planejamento: a primeira música que Letícia criou foi um tango, seguida por ideias que soavam como jazz, sem relação com seus estudos musicais. Nesse período, ao conversar com o músico Carlos Careca, manifestou o desejo de unir teatro e música em um formato de cabaré. Ele a convidou para integrar um projeto que já desenvolvia nesse estilo.

Durante os ensaios, ela conheceu o pianista Paulo Braga, que acompanhava todas as músicas. No espetáculo, Letícia cantou canções de Noel Rosa, o tango “Tonteria” e outras composições, além de sugerir a inclusão de “Geni”, música que ajudou a reforçar o caráter de cabaré inspirado no dramaturgo Brecht — proposta que acabou sendo incorporada ao show.

“Eu comecei a cantar e o Paulo passou a me acompanhar de um jeito muito livre, quase como se estivesse trilhando uma cena. Ficou algo muito bonito, porque havia uma liberdade enorme de interpretação; eu não estava presa a uma métrica exata ou à melodia original e podia interpretar como teatro. Dali surgiram coisas muito espontâneas e, quando sugeri ao Paulo combinarmos o que eu faria, ele apenas disse: ‘Vai fazendo, deixa que eu vou junto’. Essa parceria virou quase uma operação entre nós dois e foi nesse formato que nos encontramos, especialmente na versão de ‘Geni’, do Chico Buarque. Se não fosse o Paulo tocando daquela maneira, eu nunca teria conseguido brincar do jeito que aconteceu. ‘Geni’ é uma música genial, imortal e já é teatral por natureza, mas foi muito especial o nosso ‘tempero’ e o jeito como ela ressurgiu naquele momento, permitindo que a canção aparecesse de uma forma que as pessoas ainda não tinham visto”, destaca Letícia Sabatella.

Complementando essa visão, Paulo Braga destaca a liberdade e o prazer de criar as trilhas sonoras que acompanham as interpretações de Letícia. Para o músico, a artista une com maestria suas habilidades como cantora e atriz, conferindo ao texto uma importância única. Paulo revela que o processo de musicar a história de Geni em tempo real, funcionando como uma trilha para a narrativa de Letícia, é uma experiência libertadora e extremamente divertida.

Letícia explica que, por se tratar de uma interpretação livre que une música e teatro, a dupla estabeleceu uma estrutura que permite que cada performance seja única. Além de Geni, outras canções do repertório, como Retrato em Branco e Preto, surgiram dessas experimentações em que o teatro e a música se misturam de forma lúdica. Para a artista, essa característica torna a passagem pelo Conservatório de Tatuí ainda mais significativa, por ser uma instituição que fomenta o diálogo entre as duas linguagens, unindo formação musical e artes cênicas.

por Marcus Vinicius Magalhães

O som das cordas como espaço de pertencimento: Musicou FUNSAI abre matrículas para aulas gratuitas de música no bairro do Ipiranga

Foto: Divulgação

Estão abertas as matrículas para estudar no Musicou FUNSAI, programa de educação musical da Sustenidos Organização Social de Cultura, que oferece aulas gratuitas para pessoas de todas as idades na capital paulista. Os cursos disponíveis no núcleo são: violão, percussão, canto coletivo e iniciação musical. As inscrições são presenciais e acontecem no LAMFF – Liceu de Artes Musicais Fúrio Franceschini, espaço cultural gerido pela FUNSAI que abriga o núcleo do projeto na cidade desde 2024.

O núcleo, que tem como mantenedora a FUNSAI – Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga, ainda disponibiliza de espaço para a comunidade ensaiar em seu Espaço Musicou, oferece toda a tecnologia de um laboratório de gravação pelo Musicou Lab e proporciona mentoria para o impulsionamento de novos artistas no Musicou Orienta. Dessa forma, o projeto expande sua proposta de ser um programa de educação musical e desenvolvimento social e passa a oferecer também toda a estrutura para preparar artistas profissionais.

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Felipe Senna e Fabrício Modesto ministram cursos gratuitos no Conservatório de Tatuí

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O Conservatório de Tatuí anuncia a abertura de novos cursos gratuitos de música, ambos da modalidade de aperfeiçoamento. A instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo – considerada a maior escola de música e artes cênicas da América Latina, gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura, oferece as formações online ‘A Escrita Criativa’, com Felipe Senna, e ‘Música para Videogames – Módulo I’, ministrado por Fabrício Modesto. Com aulas virtuais e 48h de duração, as inscrições podem ser feitas pelo site do Conservatório de Tatuí.

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Conservatório de Tatuí abre vagas para cursos de música e artes cênicas; veja como se inscrever

Foto: Divulgação

O Conservatório de Tatuí (SP) abriu inscrições para diversos cursos oferecidos pela instituição. Pela primeira vez, o edital inclui especialização em choro e em performance histórica. As inscrições podem ser feitas pelo site até o dia 9 de março.

Segundo o conservatório, estão disponíveis 69 vagas. O novo curso de especialização em choro é voltado ao aprofundamento da linguagem do gênero, com aulas que desenvolvem habilidades técnicas e interpretativas.

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Balé da Cidade de São Paulo apresenta ENCRUZILHADA, coreografia inédita de Renan Martins

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Em sua primeira temporada de 2026, o Balé da Cidade de São Paulo estreia ENCRUZILHADA na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, com apresentações nos dias 14, 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de março. ENCRUZILHADA é uma obra coreográfica sobre a celebração como espaço de resistência e a negociação como prática compartilhada, sobre encontro e conflito. Os ingressos variam de R$13 a R$100 e a duração é de aproximadamente 70 minutos, sem intervalo. O espetáculo tem patrocínio do Nubank.Com concepção e coreografia de Renan Martins; Iolanda Sinatra assina a dramaturgia e o acompanhamento artístico; Helena Araújo, a assistência de coreografia; EPX e Alana Ananias, a trilha sonora e sua execução ao vivo; Jo Rios, o design de luz; e Tom Martins, o figurino. A coreografia articula gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e arquivos ancestrais, colocando a coletividade no centro da cena como prática instável e necessária.“A obra abraça um conjunto de arquivos de danças que ampliam o nosso entendimento sobre danças contemporâneas: gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e formas de movimento que, geralmente, não ocupariam contextos institucionais.

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Theatro Municipal abre inscrições para programa com bolsa de R$ 1,4 mil

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A Fundação Theatro Municipal abriu inscrições para a sexta edição do Programa Jovens Criadores, Pesquisadores e Monitores. A iniciativa oferece bolsa mensal de R$ 1.400 durante 10 meses e é destinada a jovens de 18 a 29 anos interessados em formação nas áreas artísticas, técnicas e de gestão cultural.

As inscrições seguem até 24 de fevereiro e devem ser feitas por meio de formulário on-line. O programa é uma ação da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

Entre as áreas contempladas estão articulação e mediação cultural, cenotécnica, dramaturgia e ópera, figurino, pesquisa de acervo, sonorização, produção, programação artística e musicoteca. As atividades também envolvem núcleos como o Balé da Cidade, o Coral Paulistano e o Coro Lírico.

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Conservatório de Tatuí abre inscrições para 2º Processo Seletivo 2026 com novas especializações em Choro e Performance Histórica

Foto: Divulgação

O Conservatório de Tatuí, considerado a maior escola de música e teatro da América Latina, está com inscrições abertas para o 2º Processo Seletivo de Estudantes do ano letivo de 2026. Ao todo, são mais de 150 vagas distribuídas entre a sede, em Tatuí, e o polo localizado em São José do Rio Pardo.

Os cursos são totalmente gratuitos, sem cobrança de taxa de inscrição, matrícula ou mensalidade. As inscrições devem ser feitas exclusivamente de forma online, até o dia 9 de março, pelo site oficial da instituição.

Vinculado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura, o Conservatório oferece formações nas áreas de música erudita, música popular, teatro e educação musical, em modalidades que incluem cursos livres, regulares e especializações.

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Theatro Municipal abre temporada de óperas com ‘O Amor das Três Laranjas’

Foto: Rafael Salvador

A temporada 2026 de óperas no Theatro Municipal começa com O Amor das Três Laranjas, com récitas nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1o, 3, 4, 6 e 7 de março.

Trata-se de uma remontagem do espetáculo do compositor russo Sergei Prokofiev, com concepção de Luiz Carlos Vasconcelos e direção cênica de Ronaldo Zero — esta versão passou pela casa de concertos em 2022.

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Balé da Cidade de São Paulo celebra 58 anos reafirmando a dança como pensamento crítico e presença artística

Foto: Larissa Paz

O Theatro Municipal de São Paulo — equipamento cultural gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura — celebrou, em fevereiro, os 58 anos do Balé da Cidade de São Paulo (BCSP), um dos mais importantes corpos artísticos do país e referência na construção da dança contemporânea brasileira.

Ao longo de quase seis décadas, o grupo consolidou uma trajetória marcada pela experimentação, pela pesquisa e pela constante atualização artística, dialogando de forma direta com as transformações sociais, culturais e estéticas da cidade de São Paulo. Para refletir sobre esse percurso, conversamos com Alejandro Ahmed, atual diretor artístico do Balé da Cidade, que compartilha sua visão sobre a história, os desafios e os caminhos futuros da companhia.

Uma presença artística em constante transformação

Mais do que definir uma identidade fixa, Ahmed propõe olhar para o Balé da Cidade a partir de sua capacidade de transformação. Segundo ele, o que caracteriza a trajetória da companhia é uma presença artística construída historicamente a partir da reflexão crítica sobre o próprio tempo.

“Pensar a presença artística e não a identidade do BCSP”, afirma o diretor, destacando que a companhia desenvolveu, ao longo de sua história, “um modo de compreender a contemporaneidade ao elaborar o corpo contemporâneo como corpo crítico”.


Desde suas diferentes fases, especialmente a partir de meados dos anos 1970, o Balé da Cidade consolidou uma prática artística quedialoga com a complexidade urbana de São Paulo. A cidade, diversa e dinâmica, torna-se também matéria de criação, influenciando uma síntese técnica e artística que mantém em tensão tradição, inovação e pensamento crítico.

Entre tradição e inovação: desafios de uma companhia pública

Conduzir um grupo artístico com quase seis décadas de história exige equilíbrio constante entre legado e renovação. Para Ahmed, os principais desafios estão nos aspectos éticos e estéticos que atravessam o cotidiano de uma companhia pública de grande porte.

“Um dos desafios é encontrar um ponto de equilíbrio entre diferentes gerações de bailarinas e bailarinos”, explica, ressaltando a condição do BCSP como companhia de repertório, que dança obras de diferentes coreógrafas e coreógrafos ao mesmo tempo em que responde às demandas institucionais.


Nesse contexto, tradição não significa imobilidade. Pelo contrário: segundo o diretor, respeitar o passado implica compreender que a expansão e a abertura ao novo fazem parte da própria história do grupo. A dança, portanto, se constrói em movimento, revisitando o que a constitui enquanto projeta novos futuros possíveis.

Formação de público e ampliação do acesso à dança

Outro eixo central da atuação do Balé da Cidade é o fortalecimento da relação com o público. Para a companhia, a dança vai além da linguagem artística e se afirma como forma de conhecimento e reflexão sobre o corpo e o mundo.

Nos últimos anos, o BCSP ampliou ações de mediação e compartilhamento que aproximam o público dos processos criativos e técnicos da dança contemporânea. Entre as iniciativas estão projetos como Ensaios Expandidos, Conversa de Bastidores, Quase em Cena, Antes da Cena e visitas guiadas, que convidam o público a vivenciar o processo artístico de maneira mais próxima.

“A troca com o público se fortalece por meio de diferentes ações de compartilhamento, que aproximam os processos de criação e ampliam o acesso às práticas da companhia”, destaca Ahmed.


Essas ações reforçam o compromisso do grupo com a formação de público e com a democratização do acesso à dança, consolidando o Balé da Cidade como um espaço de pesquisa e encontro entre diferentes saberes.

Repertório e contemporaneidade: a dança como reflexão sobre o presente

As escolhas artísticas atuais também refletem debates urgentes da sociedade brasileira. Segundo o diretor artístico, o repertório é o eixo que estrutura as estratégias éticas e estéticas da gestão, buscando colocar a dança em diálogo direto com as questões do presente.

“A dança não traduz a realidade: ela a complementa”, afirma Ahmed. “Nesse gesto, compromete-se com aquilo que é mais central ao nosso fazer, o corpo, e com suas imbricações sociais, políticas e culturais.”


Nos últimos anos, as decisões curatoriais têm valorizado processos que fortalecem a voz do elenco e ampliam as possibilidades de criação, incorporando diferentes perspectivas e tecnologias específicas da dança contemporânea. O resultado é uma prática artística que não apenas representa o tempo atual, mas participa ativamente de sua construção crítica.

58 anos olhando para o futuro

Celebrar os 58 anos do Balé da Cidade de São Paulo é reconhecer uma trajetória que atravessa gerações e reafirma o papel da arte comoespaço de pensamento, transformação e diálogo com a sociedade.

Ao manter-se em constante atualização, o BCSP segue ampliando sua relevância no cenário nacional e internacional, fortalecendo a dança contemporânea e aproximando o público dos processos criativos que dão vida ao palco do Theatro Municipal de São Paulo.

O aniversário marca a continuidade de um projeto artístico vivo — que olha para sua história enquanto projeta novos caminhos para a dança e para a cultura brasileira.