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Ethno Brazil

Não haverá Ethno Brazil em 2020.

A terceira edição do Ethno Brazil, festival que celebra a cultura com jovens músicos de vários cantos do mundo, foi postergada para agosto de 2021. O programa foi adiado por conta do Coronavírus para que todos – músicos e plateia – possam aproveitar o evento.

Além da imersão cultural na Fazenda da Serrinha, em Bragança Paulista/SP, o festival contará com novidades, como a gravação do repertório em estúdio e o registro integral do concerto principal. A apresentação do espetáculo em diferentes cidades deve ser mantida.

Podemos anunciar, também, a participação de líderes artísticos veteranos – como os brasileiros Gabriel Levy e Gisele Cruz – além dos jovens Louise Calzada (França) e Daniel Miranda (Brasil). O nome do líder artístico internacional será divulgado em breve.  

O Ethno Brazil integra o Ethno World, maior festival internacional de música tradicional/folk para jovens músicos e tem a missão de promover atividades voltadas à preservação dos valores e referências culturais. O Ethno é promovido em outros 25 países, e foi criado há 30 anos, pela JMI – Jeunesses Musicales International. 

Terceiro ano no Brasil, o festival é realizado por meio da parceria internacional estabelecida entre a JMI e a Sustenidos Organização Social de Cultura. A última edição reuniu 28 músicos de várias partes do mundo e foi finalizada com espetáculo memorável, no Auditório Ibirapuera.

Aguarde, a 3ª edição promete ser ainda melhor!

O festival

O festival Ethno Brazil promove a imersão cultural de jovens músicos de todos os cantos do mundo. A ação é realizada por meio da parceria internacional estabelecida entre a Sustenidos e a JMI (Jeunesses Musicales International), instituição que fomenta o Ethno em 18 países, há quase 30 anos.

O Ethno surgiu na Suécia, em 1990, com a missão de manter vivas as tradições culturais para jovens gerações por meio de um acampamento musical. Partindo de workshops e apresentações, o objetivo é promover o diálogo entre culturas, difundindo conceitos como paz, tolerância, respeito, generosidade e compreensão.

Enquanto dividem o mesmo espaço, os participantes partilham músicas, tradições e culturas. Juntos, fazem workshops nos quais uns ensinam aos outros as canções tradicionais de seu país. Nas oficinas conduzidas pelos líderes artísticos, os jovens têm a oportunidade de ensaiar, criar arranjos e se apresentar. Em essência, o Ethno é uma maneira democrática de aprendizagem entre pares com uma pedagogia não-formal, que foi refinada ao longo dos anos. No Ethno, aprende-se música ouvindo.

O programa culmina em uma série de apresentações, que podem ser autônomas ou conectadas a um festival maior. Em todo o mundo, os concertos Ethno são respeitados pelo virtuosismo e pela positividade.

No Brasil, os objetivos do Ethno são: preservar a cultura tradicional por meio do diálogo intercultural; facilitar a mobilidade de jovens músicos e talentos emergentes, localmente e no exterior; criar oportunidades iguais para músicos de todos os gêneros; celebrar jovens talentos em um ambiente inclusivo, propiciando experiência em condições profissionais; construir a confiança dos jovens na promoção de seu desenvolvimento musical e criativo em um local democrático para criação e performance.

Imersão cultural

A primeira edição do Ethno Brazil foi realizada em 2018, com a participação de 25 músicos, de 18 a 30 anos. Ao todo, 86 pessoas se inscreveram para o evento.

O festival ocorreu na Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista (SP), espaço no qual os escolhidos ficaram imersos em atividades musicais e culturais lideradas pelos músicos e educadores Gabriel Levy (acordeonista e compositor brasileiro) e Katrhyn Doehner (violinista alemã e líder veterana de inúmeros Ethnos na Europa).

Os músicos trabalharam na difusão de informações e construção de arranjos coletivos para um repertório de 22 músicas de países e regiões da Europa, da África, do Oriente Médio, da Ásia e da América do Sul. Provenientes do Brasil, de Moçambique, do Congo, da Argélia, da Alemanha, da França, do Chile, da Argentina e da Colômbia, os instrumentistas trocaram experiências em um ambiente de respeito e acolhimento.

O resultado do trabalho intercultural foi apresentado no Galpão Busca Vida, em Bragança Paulista/SP; no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos/SP; no Teatro Sedes, em Taubaté; e no Vão Livre do Masp, em São Paulo/SP.

Em 2019, o Ethno Brazil reuniu 28 músicos da mesma faixa etária, de 11 países: Espanha, Portugal, Chile, Grécia, Argélia, Argentina, Guiné, Índia, Bélgica e Chipre, além do Brasil. A imersão ocorreu no local de estreia, na fazenda da Serrinha, sob a liderança de Suchet Malhotra (percussionista indiano e responsável pelo Ehtno Word) e Carlinhos Antunes (músico brasileiro e diretor da Orquestra Mundana Refugi, formada majoritariamente por imigrantes).  

Os shows foram apresentados em quatro cidades: no Busca Vida, em Bragança Paulista; no Auditório Ibirapuera, em São Paulo/SP; no Teatro Municipal de Cerquilho/SP e Teatro Municipal de Sorocaba/SP.